A vida é feita de vitórias e derrotas, de sabores doces e amargos.
O segredo está em compensar as derrotas com as vitórias e saborear o amargo pensando no doce.
É como estar em pleno Inverno, com o vento a gelar-nos a face, e o corpo completamente coberto de tecidos pesados que nos dificultam os movimentos.
E numa fracção de segundo tudo muda, tudo fica mais quente e mais agradável, sentimo-nos soltos e o nosso pensamento anda agora a vaguear por aquela praia calma.
Aquela praia de areia fina, onde o mar é calmo e a água é azul e translúcida, onde nos podemos despir de todas as peles externas, para sermos nós e disfrutarmos do maravilhoso sol.
Do sol que nos aquece, que faz correr gotas de suor que deixamos no mar em cada mergulho que damos.
Os pés descalços deixam marcas na areia molhada, mas rapidamente o mar, mesmo sem turbulência, apaga todo o rasto que deixamos para trás.
A sua tranquilidade é contagiante e apazigua, almas e corações, mesmo sem ondas todas as marcas são apagadas.
Assim é a vida, mesmo no meio de ventos e tempestades, há sempre algo que lentamente atenua as marcas deixadas pelo passado, sem grandes ondas ou alaridos, apenas com coragem e vontade de viver.
Viver tranquilamente, envolvida por raios de sol mesmo em dias de chuva, sentir o calor na face mesmo que haja vento, sentir que se está rodeada de amigos mesmo que sozinha nesse dia.
Está tudo dentro do nosso coração, só temos de aprender a dar-lhe mais atenção e lutar para que tudo seja como ele quer sentir.
É a essência do nosso ser, que marca a nossa vida, portanto vivê-la só depende de nós...
Ocupar o pensamento com sentimentos negativos e coisas do passado é perder preciosos minutos que todos somados dariam intensos momentos de felicidade.
Afinal só temos de ser felizes ...
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito? (Charles Chaplin)

Ciúmes do passado - Martha Medeiros.

Não há casal no mundo que não discuta o ciúme, que não vivencie o ciúme. Uns levam o assunto com tranqüilidade, sentem ciúmes civilizados, que não tumultuam a relação. E outros são atormentados por esta praga, não podem olhar para os lados que o parceiro já fica de antena ligada. Uma chateação cotidiana.

Isso é cuidar do relacionamento? Isso é prova de amor? De certo modo, sim, é um zelo, um carinho – desde que as proporções sejam razoáveis. Você não quer perder seu amor para outra pessoa, então fica de olho. Não dá pra dizer que é uma insanidade, você está apenas reafirmando a posse do que julga ser seu.

A sensatez vai pras cucuias quando o ciúme não está mais relacionado ao presente, e sim ao passado de quem você ama, um passado que não foi compartilhado, um passado que você não conhece, um passado onde você não existia, onde você não foi traído, portanto.

Mas uma garota não quer saber de sensatez quando sente uma dor profunda ao ver, por exemplo, fotos do namorado cinco anos atrás, feliz da vida ao lado de amigos e amigas que ela não conhece. Ela sente ciúme dos discos que foram comprados antes da relação começar, sente ciúmes dos presentes que foram recebidos antes, sente ciúmes de roupas que foram compradas sem a opinião dela, sente ciúmes das alegrias que foram vividas bem longe da sua presença. Como você pode acreditar quando ele diz que não consegue se imaginar sendo feliz sem você, se cinco anos atrás ele estava passando férias em Trancoso com um sorriso de orelha a orelha? Algumas pessoas não colocam os pés em lugares onde seu amor foi feliz na companhia de outros. Se ele foi feliz em Trancoso, que Trancoso arda em chamas!

Já não é ciúmes o nome disso. Já nem mesmo é amor.
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

A vida é feita de vitórias e derrotas, de sabores doces e amargos.
O segredo está em compensar as derrotas com as vitórias e saborear o amargo pensando no doce.
É como estar em pleno Inverno, com o vento a gelar-nos a face, e o corpo completamente coberto de tecidos pesados que nos dificultam os movimentos.
E numa fracção de segundo tudo muda, tudo fica mais quente e mais agradável, sentimo-nos soltos e o nosso pensamento anda agora a vaguear por aquela praia calma.
Aquela praia de areia fina, onde o mar é calmo e a água é azul e translúcida, onde nos podemos despir de todas as peles externas, para sermos nós e disfrutarmos do maravilhoso sol.
Do sol que nos aquece, que faz correr gotas de suor que deixamos no mar em cada mergulho que damos.
Os pés descalços deixam marcas na areia molhada, mas rapidamente o mar, mesmo sem turbulência, apaga todo o rasto que deixamos para trás.
A sua tranquilidade é contagiante e apazigua, almas e corações, mesmo sem ondas todas as marcas são apagadas.
Assim é a vida, mesmo no meio de ventos e tempestades, há sempre algo que lentamente atenua as marcas deixadas pelo passado, sem grandes ondas ou alaridos, apenas com coragem e vontade de viver.
Viver tranquilamente, envolvida por raios de sol mesmo em dias de chuva, sentir o calor na face mesmo que haja vento, sentir que se está rodeada de amigos mesmo que sozinha nesse dia.
Está tudo dentro do nosso coração, só temos de aprender a dar-lhe mais atenção e lutar para que tudo seja como ele quer sentir.
É a essência do nosso ser, que marca a nossa vida, portanto vivê-la só depende de nós...
Ocupar o pensamento com sentimentos negativos e coisas do passado é perder preciosos minutos que todos somados dariam intensos momentos de felicidade.
Afinal só temos de ser felizes ...
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito? (Charles Chaplin)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ciúmes do passado - Martha Medeiros.

Não há casal no mundo que não discuta o ciúme, que não vivencie o ciúme. Uns levam o assunto com tranqüilidade, sentem ciúmes civilizados, que não tumultuam a relação. E outros são atormentados por esta praga, não podem olhar para os lados que o parceiro já fica de antena ligada. Uma chateação cotidiana.

Isso é cuidar do relacionamento? Isso é prova de amor? De certo modo, sim, é um zelo, um carinho – desde que as proporções sejam razoáveis. Você não quer perder seu amor para outra pessoa, então fica de olho. Não dá pra dizer que é uma insanidade, você está apenas reafirmando a posse do que julga ser seu.

A sensatez vai pras cucuias quando o ciúme não está mais relacionado ao presente, e sim ao passado de quem você ama, um passado que não foi compartilhado, um passado que você não conhece, um passado onde você não existia, onde você não foi traído, portanto.

Mas uma garota não quer saber de sensatez quando sente uma dor profunda ao ver, por exemplo, fotos do namorado cinco anos atrás, feliz da vida ao lado de amigos e amigas que ela não conhece. Ela sente ciúme dos discos que foram comprados antes da relação começar, sente ciúmes dos presentes que foram recebidos antes, sente ciúmes de roupas que foram compradas sem a opinião dela, sente ciúmes das alegrias que foram vividas bem longe da sua presença. Como você pode acreditar quando ele diz que não consegue se imaginar sendo feliz sem você, se cinco anos atrás ele estava passando férias em Trancoso com um sorriso de orelha a orelha? Algumas pessoas não colocam os pés em lugares onde seu amor foi feliz na companhia de outros. Se ele foi feliz em Trancoso, que Trancoso arda em chamas!

Já não é ciúmes o nome disso. Já nem mesmo é amor.