Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma a vida não pára. Enquanto o tempo acelera e pede pressa eu me recuso, faço hora, vou na valsa. A vida é tão rara. Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência. O mundo vai girando cada vez mais veloz. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência. Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma. Eu sei, a vida não pára, a vida não pára não. Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma a vida não pára, a vida não pára não ..
Estamos em um mundo onde a carne ainda é mais forte que nós. Estamos numa condição que nos limita e não compreendermos o verdadeiro amor. Sentido avesso que buscamos a compreensão nos leva a estacionar, leva-nos a ser como é ditado as regras, tolas elas! Criamos ilusões e vivemos de sonhos, sem os pés no chão. A realidade dói, a sociedade corrompe, nos deixamos corromper. Burrice nossa? Falta de informação? Falta de compreensão da busca! Opressão de uma condição? Ingenuidade, fraqueza, preguiça, falta de interesse, ilusões ilusórias. Mentimos pra nós mesmos quando tentamos acreditar que melhoramos com o nosso estar e não com o ser.
Quando você nasce, cresce e começa a amadurecer dentro daquele castelo que te enclausuraram, é difícil abrir os olhos depois. Nem sempre acontece, mas, comigo aconteceu. Foi de uma hora pra outra, entre uma insônia e outra, olhando as fotos penduradas na parede da cabeceira da cama, eu percebi o quanto não vivo. Lembrei de como tudo sempre foi, de como tudo nunca muda e, depois de me olhar no espelho, perceber o modelo de filha, irmã, namorada, amiga, que criaram pra mim em algum momento da minha infância que eu não lembro, mas que eu sempre segui à risca.
O modelo que nunca segue do jeito que acha que deve seguir, que tem que estar sempre bonitinha, que não pode deixar o vento bagunçar o cabelo, que tem que agradar a todos e ser simpática com todos, que não pode chorar em público e nem deixar que percebam quando está triste. O modelo de boa menina, boa filha, boa irmã, boa namorada.
O modelo de santa, de certinha, de bonitinha, arrumadinha, educadinha, estudiosa, inteligente, motivo de orgulho pra toda a família.
Eu estava com uma caneca de chá em mãos, olhando as fotos com a luz do celular que a Denise esqueceu aqui em casa e comecei a chorar. Sem perceber, a caneca foi pesando e minha mão virando, até o chá quente cair na minha perna. Não foi nada sério além do vermelhão que ficou. Eu fiquei brava, não sabia se enxugava as lágrimas, se continuava a chorar por ter me queimado, ou se ria de tudo isso.
Eles não sabem que sou assim, desastrada. Também não sabem que já quase arranquei o queixo de alguém com o joelho porque ele estava vindo me beijar. E não sabe dos milhões de socos e tapas que dei sem querer em uma multidão de seres que cruzou meu caminho por pura distração.
Também não sabem das incontáveis vezes que derramei chá em minha roupa, e das vezes que entrei de sutiã no chuveiro e das vezes que sentava na tampa do vaso. Das milhares de vezes que machuquei pessoas pelo meu jeito impulsivo e que, na verdade, não sou tão certa assim. Sou frágil demais pra quem me vê trabalhando e brigando com o carinha da telefonia. E que sou chorona demais pra quem me vê dizendo que não quero me apaixonar, nunca mais.
E que por trás de todo esse rímel e batom rosa, existe uma criaturazinha que se derrete quando é abraçada, que se encanta fácil demais, que faz as maiores loucuras só pra fazer bem a quem gosta, e que senta várias tardes na beira-mar só para tentar escrever um poema, compor uma música, e observar as datas em que as pessoas escreveram seus nomes na árvore junto a outro nome que, provavelmente, nem esteja mais ao lado dela.
Eles não sabem da minha paixão pela lua e pelo pôr-do-sol. E também não notam os livros que ando lendo nem que as vezes que me chamam pra jantar e eu recuso, é porque estou com a janela do quarto aberto, olhando a rua e ouvindo música. Coisas que eles nunca fizeram e não entendem o significado.
Não entendem a minha paixão por borboletas, nem pelos dias frios de chuva, nem porque meus olhos têm brilhado tanto. Não entendem que não sou o modelo que eles traçaram, que eles queriam. Que a minha profissão não é a do sonho deles, e que eu sou estranha assim.
Que eu quero acordar cedo pra estudar, almoçar correndo, ir trabalhar, ficar o dia inteiro na frente de um computador usando a minha criatividade, e quero ir de noite pro curso, e quando chegar, ir escrever poemas, encostada na janela, ouvindo as minhas músicas preferidas.
Que isso tudo sempre me fez bem e que foi o que eu sempre sonhei.
Que eu não quero namorar um modelo, como eu. Mas alguém que só queira viver intensamente. Como eu tenho tentado, ultimamente.
Que eles, algum dia, possam conhecer de verdade a pessoa que conviveu com eles todo esse tempo, e que prestem mais atenção nos simples detalhes que sempre me fizeram toda diferença.
Os detalhes que me fazem insistir no amor, na amizade, na fé. Que não me deixaram parar de remar. (autor desconhecido)
a dor as vezes te transforma, no começa te dá medo, depois, faz você mais forte.
Não busque boas aparências, elas podem mudar. Só precisamos de um sorriso para transformarmos um dia ruim.

Eu quero descansar no teu peito o cansaço dessa vida e o peso de ter que ser alguém. Eu já não sei o que faço meu bem, nem o que farei. Mas se você quiser e vier pro que der e vier comigo eu posso ser o seu abrigo. Mas se você não quiser eu posso ser um qualquer inimigo. Mas só quero que saiba meu bem: esteja sempre comigo. Eu quero encontrar minha paz, que eu já não sei dos perigos que essa vida me traz. Só sei que a gente inventa o amor e dor e tudo que nos satisfaz. Mas se você quiser e vier pro que der e vier comigo eu posso ser o seu abrigo. Mas se você não quiser eu posso ser um qualquer inimigo. Mas só quero que saiba meu bem: esteja sempre comigo.

um dia desses eu parei para pensar se existe algum motivo mais forte pra eu tentar te esquecer, se não tem jeito de ficar com você. eu lembro bem desses momentos, não vou esquecer de nenhum dia quando a gente se encontrava pra namorar, fazia planos sem parar de sonhar. foi triste assim e eu tentei te dizer. mais um dia após um dia, eu não consegui enxergar. quem foi que disse que eu iria superar? quem foi que disse que o amor é assim? são só palavras, que pra se entender, de exata forma que eu gosto de você. quem foi que disse que eu não queria mais? quem foi que disse que é sempre assim? do mesmo jeito, que eu já vivi. queria você, pra provar que nem sempre é assim. eu já tentei, eu só queria ter você e me enganei na minha certeza que iria realmente conseguir. agora eu sei que não foi o pior te conhecer. me fez chorar, me fez sorrir, me fez sonhar, me fez feliz por um curto tempo, a um tempo atrás. quem foi que disse que eu iria superar? quem foi que disse que o amor é assim? são só palavras, que pra se entender, de exata forma que eu gosto de você. quem foi que disse que eu não queria mais? quem foi que disse que é sempre assim? do mesmo jeito, que eu já vivi. queria você, pra provar que nem sempre é assim.
eu tô cansada dessas músicas de amor, é tudo pura ilusão. elas não falam do buraco que você deixou dentro do meu coração. eu sei que ainda não entendo, minhas amigas falam que eu gosto de sofrer. tá cada vez mais velha essa história de nós dois e eu não consigo esquecer. eu sei você tá namorando e eu não sei porque não consigo achar ninguém pra fazer que nem você. é que pra mim não é tão fácil fingir que eu superei. acho que eu não sei mentir bem. se não for você, eu não quero ninguém. o tempo passa e as coisas mudam, você faz graça e eu prefiro ignorar. é que não vale a pena acreditar sempre em você. então eu vou deixar pra lá. mas agora eu já aprendi e dessa vez, eu sei que eu não me engano. não vou me iludir, só vou esperar a gente crescer. te vejo daqui mais alguns anos. eu sei você tá namorando e eu não sei porque não consigo achar ninguém pra fazer que nem você. é que pra mim não é tão fácil fingir que eu superei. acho que eu não sei mentir bem. se não for você, eu não quero ninguém.
é complicado eu e você, há uma forte ligação entre eu e você. às vezes não quero te ver, às vezes finjo que não ligo, mas só penso em você e até posso tentar ser só uma amiga, mas não vai adiantar se você não se liga que é só você parar de tentar consertar, o que ficou pra trás eu não quero lembrar. é só você parar de me tratar tão bem. eu "tô" tentando te esquecer, mas toda vez que eu te vejo esqueço o por que. pra você não sei mentir e sei que nem você pra mim, não adianta fingir. eu quase morro quando diz que pra você sou diferente, que já te fiz feliz. e até posso tentar ser só uma amiga, mas não vai adiantar, se você não se liga que é só você parar de tentar consertar, o que ficou pra trás eu não quero lembrar. é só você parar de me tratar tão bem. eu "tô" tentando te esquecer, mas toda vez que eu te vejo esqueço o por que.

O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, e vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ele(a)fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. (Martha Medeiros)

ás vezes é preciso perder para se ganhar e é preciso ganhar para se perde. ás vezes é preciso ser cego para enxergar e ás vezes é preciso enxergar para não se ver. ás vezes é preciso estar longe para saber o quanto se está perto, ás vezes é preciso estar perto para saber o quão longe está. ás vezes é preciso amar para saber o quanto se odeia e ás vezes é preciso odiar para saber o quanto amamos. ás vezes é preciso falarmos para que nos ouçam e ás vezes precisamos ficar em silêncio para que nos possam entender. ás vezes precisamos saber para fazermos e ás vezes precisamos fazer para saber. o quanto perdemos por medo de perder? ás vezes precisamos arriscar no desconhecido, ás vezes não podemos deixar se amedrontar, por que é preciso arriscar! (Alexandre Oliveira)

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender. (Martha Medeiros)
Tecnologia do Blogger.

terça-feira, 22 de junho de 2010


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma a vida não pára. Enquanto o tempo acelera e pede pressa eu me recuso, faço hora, vou na valsa. A vida é tão rara. Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência. O mundo vai girando cada vez mais veloz. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência. Será que é tempo que lhe falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma. Eu sei, a vida não pára, a vida não pára não. Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma a vida não pára, a vida não pára não ..
Estamos em um mundo onde a carne ainda é mais forte que nós. Estamos numa condição que nos limita e não compreendermos o verdadeiro amor. Sentido avesso que buscamos a compreensão nos leva a estacionar, leva-nos a ser como é ditado as regras, tolas elas! Criamos ilusões e vivemos de sonhos, sem os pés no chão. A realidade dói, a sociedade corrompe, nos deixamos corromper. Burrice nossa? Falta de informação? Falta de compreensão da busca! Opressão de uma condição? Ingenuidade, fraqueza, preguiça, falta de interesse, ilusões ilusórias. Mentimos pra nós mesmos quando tentamos acreditar que melhoramos com o nosso estar e não com o ser.
Quando você nasce, cresce e começa a amadurecer dentro daquele castelo que te enclausuraram, é difícil abrir os olhos depois. Nem sempre acontece, mas, comigo aconteceu. Foi de uma hora pra outra, entre uma insônia e outra, olhando as fotos penduradas na parede da cabeceira da cama, eu percebi o quanto não vivo. Lembrei de como tudo sempre foi, de como tudo nunca muda e, depois de me olhar no espelho, perceber o modelo de filha, irmã, namorada, amiga, que criaram pra mim em algum momento da minha infância que eu não lembro, mas que eu sempre segui à risca.
O modelo que nunca segue do jeito que acha que deve seguir, que tem que estar sempre bonitinha, que não pode deixar o vento bagunçar o cabelo, que tem que agradar a todos e ser simpática com todos, que não pode chorar em público e nem deixar que percebam quando está triste. O modelo de boa menina, boa filha, boa irmã, boa namorada.
O modelo de santa, de certinha, de bonitinha, arrumadinha, educadinha, estudiosa, inteligente, motivo de orgulho pra toda a família.
Eu estava com uma caneca de chá em mãos, olhando as fotos com a luz do celular que a Denise esqueceu aqui em casa e comecei a chorar. Sem perceber, a caneca foi pesando e minha mão virando, até o chá quente cair na minha perna. Não foi nada sério além do vermelhão que ficou. Eu fiquei brava, não sabia se enxugava as lágrimas, se continuava a chorar por ter me queimado, ou se ria de tudo isso.
Eles não sabem que sou assim, desastrada. Também não sabem que já quase arranquei o queixo de alguém com o joelho porque ele estava vindo me beijar. E não sabe dos milhões de socos e tapas que dei sem querer em uma multidão de seres que cruzou meu caminho por pura distração.
Também não sabem das incontáveis vezes que derramei chá em minha roupa, e das vezes que entrei de sutiã no chuveiro e das vezes que sentava na tampa do vaso. Das milhares de vezes que machuquei pessoas pelo meu jeito impulsivo e que, na verdade, não sou tão certa assim. Sou frágil demais pra quem me vê trabalhando e brigando com o carinha da telefonia. E que sou chorona demais pra quem me vê dizendo que não quero me apaixonar, nunca mais.
E que por trás de todo esse rímel e batom rosa, existe uma criaturazinha que se derrete quando é abraçada, que se encanta fácil demais, que faz as maiores loucuras só pra fazer bem a quem gosta, e que senta várias tardes na beira-mar só para tentar escrever um poema, compor uma música, e observar as datas em que as pessoas escreveram seus nomes na árvore junto a outro nome que, provavelmente, nem esteja mais ao lado dela.
Eles não sabem da minha paixão pela lua e pelo pôr-do-sol. E também não notam os livros que ando lendo nem que as vezes que me chamam pra jantar e eu recuso, é porque estou com a janela do quarto aberto, olhando a rua e ouvindo música. Coisas que eles nunca fizeram e não entendem o significado.
Não entendem a minha paixão por borboletas, nem pelos dias frios de chuva, nem porque meus olhos têm brilhado tanto. Não entendem que não sou o modelo que eles traçaram, que eles queriam. Que a minha profissão não é a do sonho deles, e que eu sou estranha assim.
Que eu quero acordar cedo pra estudar, almoçar correndo, ir trabalhar, ficar o dia inteiro na frente de um computador usando a minha criatividade, e quero ir de noite pro curso, e quando chegar, ir escrever poemas, encostada na janela, ouvindo as minhas músicas preferidas.
Que isso tudo sempre me fez bem e que foi o que eu sempre sonhei.
Que eu não quero namorar um modelo, como eu. Mas alguém que só queira viver intensamente. Como eu tenho tentado, ultimamente.
Que eles, algum dia, possam conhecer de verdade a pessoa que conviveu com eles todo esse tempo, e que prestem mais atenção nos simples detalhes que sempre me fizeram toda diferença.
Os detalhes que me fazem insistir no amor, na amizade, na fé. Que não me deixaram parar de remar. (autor desconhecido)
a dor as vezes te transforma, no começa te dá medo, depois, faz você mais forte.
Não busque boas aparências, elas podem mudar. Só precisamos de um sorriso para transformarmos um dia ruim.

sábado, 19 de junho de 2010

Eu quero descansar no teu peito o cansaço dessa vida e o peso de ter que ser alguém. Eu já não sei o que faço meu bem, nem o que farei. Mas se você quiser e vier pro que der e vier comigo eu posso ser o seu abrigo. Mas se você não quiser eu posso ser um qualquer inimigo. Mas só quero que saiba meu bem: esteja sempre comigo. Eu quero encontrar minha paz, que eu já não sei dos perigos que essa vida me traz. Só sei que a gente inventa o amor e dor e tudo que nos satisfaz. Mas se você quiser e vier pro que der e vier comigo eu posso ser o seu abrigo. Mas se você não quiser eu posso ser um qualquer inimigo. Mas só quero que saiba meu bem: esteja sempre comigo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

um dia desses eu parei para pensar se existe algum motivo mais forte pra eu tentar te esquecer, se não tem jeito de ficar com você. eu lembro bem desses momentos, não vou esquecer de nenhum dia quando a gente se encontrava pra namorar, fazia planos sem parar de sonhar. foi triste assim e eu tentei te dizer. mais um dia após um dia, eu não consegui enxergar. quem foi que disse que eu iria superar? quem foi que disse que o amor é assim? são só palavras, que pra se entender, de exata forma que eu gosto de você. quem foi que disse que eu não queria mais? quem foi que disse que é sempre assim? do mesmo jeito, que eu já vivi. queria você, pra provar que nem sempre é assim. eu já tentei, eu só queria ter você e me enganei na minha certeza que iria realmente conseguir. agora eu sei que não foi o pior te conhecer. me fez chorar, me fez sorrir, me fez sonhar, me fez feliz por um curto tempo, a um tempo atrás. quem foi que disse que eu iria superar? quem foi que disse que o amor é assim? são só palavras, que pra se entender, de exata forma que eu gosto de você. quem foi que disse que eu não queria mais? quem foi que disse que é sempre assim? do mesmo jeito, que eu já vivi. queria você, pra provar que nem sempre é assim.
eu tô cansada dessas músicas de amor, é tudo pura ilusão. elas não falam do buraco que você deixou dentro do meu coração. eu sei que ainda não entendo, minhas amigas falam que eu gosto de sofrer. tá cada vez mais velha essa história de nós dois e eu não consigo esquecer. eu sei você tá namorando e eu não sei porque não consigo achar ninguém pra fazer que nem você. é que pra mim não é tão fácil fingir que eu superei. acho que eu não sei mentir bem. se não for você, eu não quero ninguém. o tempo passa e as coisas mudam, você faz graça e eu prefiro ignorar. é que não vale a pena acreditar sempre em você. então eu vou deixar pra lá. mas agora eu já aprendi e dessa vez, eu sei que eu não me engano. não vou me iludir, só vou esperar a gente crescer. te vejo daqui mais alguns anos. eu sei você tá namorando e eu não sei porque não consigo achar ninguém pra fazer que nem você. é que pra mim não é tão fácil fingir que eu superei. acho que eu não sei mentir bem. se não for você, eu não quero ninguém.
é complicado eu e você, há uma forte ligação entre eu e você. às vezes não quero te ver, às vezes finjo que não ligo, mas só penso em você e até posso tentar ser só uma amiga, mas não vai adiantar se você não se liga que é só você parar de tentar consertar, o que ficou pra trás eu não quero lembrar. é só você parar de me tratar tão bem. eu "tô" tentando te esquecer, mas toda vez que eu te vejo esqueço o por que. pra você não sei mentir e sei que nem você pra mim, não adianta fingir. eu quase morro quando diz que pra você sou diferente, que já te fiz feliz. e até posso tentar ser só uma amiga, mas não vai adiantar, se você não se liga que é só você parar de tentar consertar, o que ficou pra trás eu não quero lembrar. é só você parar de me tratar tão bem. eu "tô" tentando te esquecer, mas toda vez que eu te vejo esqueço o por que.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, e vê-lo(a) tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ele(a)fica triste quando você está triste, e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. (Martha Medeiros)

terça-feira, 8 de junho de 2010

ás vezes é preciso perder para se ganhar e é preciso ganhar para se perde. ás vezes é preciso ser cego para enxergar e ás vezes é preciso enxergar para não se ver. ás vezes é preciso estar longe para saber o quanto se está perto, ás vezes é preciso estar perto para saber o quão longe está. ás vezes é preciso amar para saber o quanto se odeia e ás vezes é preciso odiar para saber o quanto amamos. ás vezes é preciso falarmos para que nos ouçam e ás vezes precisamos ficar em silêncio para que nos possam entender. ás vezes precisamos saber para fazermos e ás vezes precisamos fazer para saber. o quanto perdemos por medo de perder? ás vezes precisamos arriscar no desconhecido, ás vezes não podemos deixar se amedrontar, por que é preciso arriscar! (Alexandre Oliveira)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender. (Martha Medeiros)